O Palácio

Perpetuar a história da primeira geração de imigrantes libaneses no País é o alicerce que preserva, até os dias de hoje, a importância dos casarões da família de Basílio Jafet, no Ipiranga. Inseridas na paisagem da rua Bom Pastor, as imponentes edificações testemunham muito mais que a intimidade da elite industrial do início do século 20. Elas também revelam parte da história do progresso de São Paulo.

 

Em 1923 era inaugurada, no número 798 da rua Bom Pastor, a residência que por mais de 20 anos abrigou a família de Basílio Jafet. Planejada em cada detalhe a construção, que se impunha frente ao Monumento Comemorativo a Independência do Brasil (hoje Museu do Ipiranga),  impressiona não só pelo porte arquitetônico, mas também pela história que dentro dele está guardada. A casa foi construída para abrigar o casal Basílio e Adma Jafet e as filhas Ângela e Violeta.

 

O projeto arquitetônico, desenvolvido pela construtora de Heribaldo Siliciano, mescla o estilo oriental, clássico e barroco. Intitulada como Palácio dos Cedros - referência ao jardim que circunda a residência, ornamentado por cedros, vegetação típica da região libanesa - a mansão se assemelha a um castelo do período renascentista.

 

A residência abrigou a família até 1957. Neste período, autoridades estrangeiras e brasileiras eram recebidas entre as inúmeras recepções oferecidas. Entre as personalidades que percorreram os salões do Palácio dos Cedros, se destaca a visita do presidente do Líbano, Camille Chamoun e sua mulher, Zehfa Chamoun, em 1954.

No mesmo terreno onde está localizada o palacete da família Jafet, há uma outra casa da família. Construída em 1934 pelo engenheiro João Fürtinger, todo o projeto arquitetônico foi desenvolvido por Eduardo Benjamin Jafet.

 

A mansão é uma cópia do Castelo de Vitor Hugo da França e foi planejada para abrigar o casal Violeta e Chedid Jafet - sobrinho de Basílio. Assim como na primeira casa, o requinte se faz presente por todos os pontos de vista.

 

O hall principal, com 40 metros quadrados de área, se torna infinito ao olhar do espectador por conta do espelho que reveste a parede do fundo, o espaço faz referência à sala dos espelhos do Palácio de Versailles. O piso em mármore Travertino induz à escalada da escadaria de acesso ao piso superior.

 

A sala de jantar, inserida no projeto pelo desejo de Violeta, que ao se deparar com uma fotografia de uma das salas do Palais de Sans-Souci solicitou a Eduardo Benjamin Jafet uma cópia idêntica em sua residência. Localizado em Postdam, na Alemanha, o Palácio de Sans-Souci foi construído em 1745 para se tornar a pousada de verão do rei Frederico, O Grande.

 

Assim como a mansão de Basílio, a casa de Violeta foi centro de  festas e encontros políticos, principalmente durante a década de 50, quando Ricardo Jafet era o presidente do Banco do Brasil. Entre os ilustres estavam os presidentes Arthur Bernardes, Juscelino Kubitschek e os governadores Adhemar de Barros e Benedito Valadares.

 

Fonte: Ipiranga News Online.

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